Quatro anos, um mês e dezenove dias
Durante quatro anos, fomos mil versões de nós mesmos. Quando o ciúme dominou, eu parti. E logo quis voltar. Vivemos meses de muita alegria compartilhada, muitos sonhos em comum. O sexo singelo virou rotina. Pairava sobre nós a terrível doutrina carola que nos foi imposta por uma vida inteira.
Eu, cansada de obedecer regras e imposições, fiz da vida um carnaval. Você sentiu medo, afinal
Este foi nosso segundo ponto final.
Mas você também foi percebendo as contradições dos "santos discursos". A mistura de uma política excludente com teologia da prosperidade. Seu senso bacharel e humano falou mais alto do que a fé construída por líderes manipuladores.
Se juntou a mim na luta pela felicidade, pelo não-preconceito e pelos ideais políticos que nos tomaram. Vivemos felizes nesse tempo todo. Exceto alguns desentendimentos próprios de qualquer relação humana.
Ajudamos um ao outro da maneira que nos foi possível.
Hoje você tem corrido tão rápido que não consigo acompanhar. Seu rosto esconde o que o seu coração quer gritar. Eu tento te alcançar a todo tempo, te entender a todo momento.
Você faz planos tão distantes que eu nem posso vislumbrar. Exige certezas absolutas que nem Deus pode te dar. Mas eu tento!
Eu tento acompanhar teus planos, e fazer com que eles tenham sentido para mim também.
Eu só não posso ser você, preciso ser eu mesma.
Posso ser eu mesma aqui ou no Oiapoque, contanto que existam possibilidades de crescimento para mim lá.
Preciso da minha mãe junto a mim, mesmo que eu tenha que levá-la conosco de alguma forma.
Preciso estudar, pesquisar, crescer no campo científico.
Mas também preciso de você. Não é um precisar no sentido de existência. Mas eu preciso porque eu quero você, por amar você e não conseguir me ver sem ser o teu amor por anos.
Preciso que também me queira. Que entenda minhas questões e tente encontra um meio termo pra nós.
Você é a família que eu escolhi. E como diz o Stich, família quer dizer nunca abandonar.
Sempre existe uma solução.
Eu, cansada de obedecer regras e imposições, fiz da vida um carnaval. Você sentiu medo, afinal
Este foi nosso segundo ponto final.
Mas você também foi percebendo as contradições dos "santos discursos". A mistura de uma política excludente com teologia da prosperidade. Seu senso bacharel e humano falou mais alto do que a fé construída por líderes manipuladores.
Se juntou a mim na luta pela felicidade, pelo não-preconceito e pelos ideais políticos que nos tomaram. Vivemos felizes nesse tempo todo. Exceto alguns desentendimentos próprios de qualquer relação humana.
Ajudamos um ao outro da maneira que nos foi possível.
Hoje você tem corrido tão rápido que não consigo acompanhar. Seu rosto esconde o que o seu coração quer gritar. Eu tento te alcançar a todo tempo, te entender a todo momento.
Você faz planos tão distantes que eu nem posso vislumbrar. Exige certezas absolutas que nem Deus pode te dar. Mas eu tento!
Eu tento acompanhar teus planos, e fazer com que eles tenham sentido para mim também.
Eu só não posso ser você, preciso ser eu mesma.
Posso ser eu mesma aqui ou no Oiapoque, contanto que existam possibilidades de crescimento para mim lá.
Preciso da minha mãe junto a mim, mesmo que eu tenha que levá-la conosco de alguma forma.
Preciso estudar, pesquisar, crescer no campo científico.
Mas também preciso de você. Não é um precisar no sentido de existência. Mas eu preciso porque eu quero você, por amar você e não conseguir me ver sem ser o teu amor por anos.
Preciso que também me queira. Que entenda minhas questões e tente encontra um meio termo pra nós.
Você é a família que eu escolhi. E como diz o Stich, família quer dizer nunca abandonar.
Sempre existe uma solução.
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